quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Viver, ver, sonhar, morrer.

Não estive na cabeceira
de gente a morrer
Nem acompanhei
Parturientes e parteira
No trabalho de fazer nascer.
Muito mais sonhei
Do que vi realmente.
É pouco o tempo do viver
Muito o tempo de ver,
Sertão, entrante em frente
Rumo atravessar,
Mas muito mais é o tempo de sonhar
E morrer é coisa de sem-então.

Nenhum comentário:

Postar um comentário