Ao sol solitário em praias negras
Que vislumbro entre colunas gregas
Infuso em horrores místicos e odores de estranhos rapés;
Nesta aurora rubra e desvirginada
Ir encontrar a anciã tecelã
Que ao tear como a um piano, enfeitiçada,
Tecendo eternamente a noite desfiando a madrugada em manhã –
Para vê-la arrebentar a crisálida
E sobre o corpo medonho e escamoso do Leviatã
Pousar trêmula a delicada borboleta
Como um barco de papel no charco
Para lamber sua íris azulizoleta.
Ouvi, ó minha alma!
É a canção-despedida dum marinheiro.
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