A chuva lépida e alegre
Polissonante desceu
E tudo se comoveu
Como diante um milagre.
A casa e as flores
Todo o jardim circundante
Num mistério cantante
Ergueram seus louvores:
Também eu ergo um canto
E às águas rendo graças
Por todo este encanto
De aromas, arcos e asas –
Que se evadam para a distância
Até seus secretos ninhos
Não há em mim qualquer ânsia, mágoa,
Nem caminhos nem vinhos. Água.
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