Uma palavra ardendo
Na ponta do cigarro
Na avenida passa um carro
Escandalosamente correndo
Um poema se acende
É inalado e se espalha
Pelo meu pulmão
A noite me entende
Nada mais que valha
Só e na escuridão
A luz das estrelas cruzando
O espaço e adentrando
Meus olhos vidrados e secos
Ecos perdidos nos becos
Tudo passando muito veloz
Um porta-retrato
Muito ao longe
Mudo
É fato,
Lá no fundo
Da noite foge.
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