sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Foto

Uma palavra ardendo
Na ponta do cigarro
Na avenida passa um carro
Escandalosamente correndo

Um poema se acende
É inalado e se espalha
Pelo meu pulmão
A noite me entende

Nada mais que valha
Só e na escuridão

A luz das estrelas cruzando
O espaço e adentrando
Meus olhos vidrados e secos
Ecos perdidos nos becos
Tudo passando muito veloz

Um porta-retrato
Muito ao longe
Mudo

É fato,
Lá no fundo
Da noite foge.

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