Lá estava.
O anjo do amor.
Um palhaço
rasgando sua última veste
de peito aberto
diante a fúria dos cassetetes
maquinados. Os comedores
de pedra, os cagadores de pedra
tinham enterrado um defunto
em sua língua, mas ele já não precisava
mais dela. Em suas asas dormitavam
iridescentes casulos. Ele não trabalhava
para a morte nem para os escravos da morte
ele nunca fez nada para a morte, exceto
ter nascido. O anjo do amor.
O palhaço rasgando sua última veste
de peito aberto. O anjo do amor disposto à tudo.
Seus olhos vidrados no nada.
Ele morreria de peito aberto, mas era só. La estava.
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