sábado, 16 de novembro de 2013

Lembrando Miguel Unamuno e Rimbaud.

Dor mesquinha
Esta dor minha
Doendo cá sozinha
Remoendo caladinha

A dor de viver
Que faz esquecer
Da dor de cada alminha
Que se faz e fez nascer

Por isso estou a escrever
esta quadrinha
Para ver se estender
tu à dor vizinha

Uma só andorinha
Não faz verão
Dor dor minha
Fazes toda a solidão

Dor de cada um
Dor de cada qual
Que tens de mal
Tens de vazia

Dor de cada um
Dor de cada qual
Que tens de igual
Tens de vazia

Dor de cada um
Dor de cada qual
Na Terra
Não faz nenhum
Natal

Na guerra
Não faz
Paz
Nem pão

Esta dor não dá farinha
Esta dor dá só ilusão
É triste e falsa companhia
A roer o coração 

Dor de cada qual
Dor de cada um
Dor vazia
Só a dor comum
Faz Carnaval
Faz alegria

O que vocês me respondem?

A dor comum
Santifica
A dor de cada um
Bestifica

O que vocês me respondem?

É preciso erguer uma ponte
Abrir uma fonte
Do homem ao homem
De horizonte à horizonte

De porta em porta
De rota à rota
De guirlanda em guirlanda
De ciranda em ciranda

De pólo à pólo
 De olhar em olhar
De mar à mar
De solo à solo

E amar






2 comentários:

  1. escrevi lindo mas apertei o botão sem saber que precisava colocar como: como: Como?
    amanhã é um novo dia!!!! mas com certeza será melhor depois desse poema!!!!

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