quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Do poeta

Que tristeza mais profunda
Do que aquela oriunda
Da seca constatação
Que acomete o coração
Do humilde poeta e sua pobre poesia?

Já não é possível aquela pura alegria
Ao ver o sol de sua vida que declina
Ao ver que o amor já dobrou a esquina
Diante o horizonte inalcançável e sem nuvem
Que já não é possível morrer jovem
Ardendo em suas próprias chamas
Morte que daria a seus poemas
De tão tenra e viçosa idade
Uma mais bela ilusão de eternidade.  .

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