terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Soneto

Tu choras e teu pranto
É franco e compassivo
De todo intempestivo
Isso lhe enche de espanto

Frente a dor e o penar
Ao subitamente constatares
Que a pesar dos pesares
És ainda capaz de amar

Então, todo distante faz-se próximo
E por sobre todo abismo uma ponte
E do mínimo o máximo

O mais estrangeiro é-lhes íntimo !seja seu opressor!
Da ignorância e do sofrimento provastes na fonte
E na aparente guerra de vida e morte, pôs fim, o amor.

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