Ela acordou naquela manhã, com o suave calor solar que lhe banhava as mãos, que estavam à janela e que como duas plantas tinham buscado a luz enquanto ela dormia entre as raízes. Sentiu um conforto, quase uma alegria, quem sabe a esperança de um ultimo voo, como devem sentir os moribundos se têm a chance de provar o calor iluminado do sol em suas frágeis e implorantes mãos.
De repente, com o vento veio uma pequena borboleta amarela e pousou em um daqueles lírios brancos, surpreendentemente. De repente, virei a esquina com toda aquela gente e tudo se perdeu, mas ficou este poema da janela desconhecida, surpreendentemente, para a pobreza cotidiana.
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