quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Do Amor Que Nao Ousa Dizer Seu Nome.

Sabes aquele gosto
Aquele gosto de nada
Da água? - Entao, é o amor.

Aquela palavra que nao é nem vida nem morte
E que é vida e morte ao mesmo tempo (vidamorte)
Aquela palavra perdida sempre reencontrada
Impronunciável e sempre repetida - o amor.

Aquele momento de graça entre vida e morte
Quando elas se tocam com inocência e ternura
E sangue e luz se unem no casamento
Do caos sangrento com a alma pura - o amor.

Sabes aquela fermentação obscura
Aquele mel fumado com haxixe
Aquela embriagues que antes de ser vinho
Já está nas uvas - o amor.

Água é vinho para quem vive em liberdade
Vinho é água para o sedento que tem sede de amor.

Sentir-se pluma e ave ao mesmo tempo - amor também.

Aquela felicidade sagrada de quem perdeu tudo
E sabe que poderia ter sido pior - amor.

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