I
Os pássaros
Devido a solidão
Quando já cansados de cantar
Vêm pelos espaços
Para morrer em meu coração.
Pode até ser bonito de imaginar
Mas é profunda a desolação
Desse ermo horto
Pois havia amor e canção
Em cada passarinho morto.
II
É tanta solidão
Que pássaros vêm comer
Em meu fogão
Compartilho com eles migalhas
Do que me resta pelo chão
Não são meus amigos, mas não são canalhas,
Apenas vêm e vão com suas asas, como sonhos.
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