sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

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Guardei todas as facas e os espelhos
No algodão o perfume de seus seios
No coração sangrento todas as dores
Do crime brutal contras estas flores.

No jardim chora a estátua do abandono
Que meus olhos sem vida nem sono
Contemplam tristemente a pétrea imobilidade
Enquanto o luar desce seu manto de soledade.

Meu sangue perdeu sua eloquência
E minhas mãos a inocência
De escrever o que sua ardência
Falava em mim das profundezas.

Estou só e a estrela me sabe
Estou só e a vida não cabe
Morrerei de todas as delicadezas
No pó onde tudo se acabe.

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