As mãos de um morto
Sobre o peito impassível,
É o que sinto, aqui absorto,
Diante o indizível.
Isso vem da triste encenação
À qual o infeliz é submetido
Tendo que passar a impressão,
Após ter lutado e vivido,
De estar tranquilo a descansar.
Tudo isso é manha para disfarçar
A angústia verdadeira e extrema
Que é a sua misteriosa condição
De estar morto ou ser poema.
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